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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

As seitas satânicas: Uma realidade hoje




São muito poucos os autores que dão definição de seita satânica, principalmente por que tais grupos apresentam uma diversidade de estilos. Devemos ser justos ao precisar que muitos autores partem da conotação de satanismo para logo tentar definir, a partir de características determinadas, as seitas satânicas.

Alguns autores apontam como seitas satânicas a todo esse “conjunto de ciências, semiciências, feitiçarias, ocultismo e práticas tenebrosas, que têm como centro a suposição de que o demônio é um ser poderoso ao que se deve render culto, porque ele pode nos dar bem-estar, riqueza e saúde”.

Outros apontam que o perigo é que para muitos jovens o grupo satânico aparece como libertador antes de tudo libertador da moral, das convenções sociais e dos códigos repressivos. Nos grupos, a práticas de desordens sexuais e de ritos repugnantes (esquartejar animais, beber seu sangue, etc.) produz uma libertação das proibições aprendidas na infância.

Quiçá a definição mais exata seja que a seita satânica é um grupo minoritário de pessoas reunidas premeditadamente com o objetivo de adorar ao demônio, como um ser com poderes sobrenaturais capazes de intervir no mundo. Seus integrantes costumam ser principalmente pessoas com transtornos psicológicos e uma profunda rejeição frente a todas as instituições sociais estabelecidas, família, igreja, estado, etc.

As reuniões destas seitas se caracterizam pela realização de ritos que não são mais que paródias do rito cristão, preferentemente do Católico ou do Ortodoxo. Estes eventos têm significados ou utilidade de iniciação, dignidade, provas, rogativas ou festivos. Também as seitas são para muitos a evasão perfeita da responsabilidade pessoal ante determinadas ações.

Como elementos comuns podemos apontar que estejam conformadas por poucos membros, a intolerância, a oposição nas esferas social-política e religiosa. Como características privativas delas podemos mencionar a adoração em culto a satanás, “a inversão da ordem sagrada ortodoxa”, ensinamento esotérico, “a trindade demoníaca (a Besta, o Anti-Cristo, o Falso Profeta)” e a alteração de orações e credos cristãos.

Quais são as seitas?

Em primeiro lugar da classificação indicamos as “Seitas Luciferinas” que acreditam que Lúcifer foi tratado injustamente pelo cristianismo, já que ele é o símbolo do conhecimento e a sabedoria sendo, portanto a verdadeira luz. Buscam o poder, o dinheiro e as influências. Uma de suas principais características é o segredo de suas atividades. Seu rito central é a missa negra ou vermelha e costumam ter uma forma anarquista de ver a vida.

Em segundo lugar estão as seitas Satanistas formadas por indivíduos de nível intelectual médio-alto, normalmente profissionais ou empregados de mandos meio conhecedores de diferentes matérias esotéricas sendo “seu forte” tudo o que tenha relação com a astrologia e a magia.

Apresentam uma estratificação particular baseada no nível de “dignidade” ou compromisso de seus membros. Não costumam ser confrontantes, não se reconhecem a si mesmos como integrantes de uma seita, mas de uma religião que foi incompreendida e perseguida pelos cristãos. Pertencem a este nível de classificação seitas como “A Igreja de Satã”, “O Templo de Set”, entre outras.

Em terceiro lugar da classificação indicamos aos “Adoradores de Set” ou “Amigos de Lúcifer” que podem, e de fato têm sido , vistos como as mais perigosas. São constantemente relacionados com seqüestros, abusos sexuais, indução a suicídios e inclusive a homicídios. São características pelas mostras de “fidelidade e dignidade” como o seqüestro de cadáveres, beber sangue, a exposição sexual e atos tão aberrantes como a necrofagia e a necrofilia.

Mais uma vez devemos enfatizar ao apontar que esta classificação pode ser considerada como válida mas sob nenhuma perspectiva como absoluta já que em algumas seitas satânicas se dão ou podem chegar a dar-se, a mistura de características de um ou outro grupo e inclusive a gerar em seu interior uma nova variante.

Sua Existência

Para falar das causas da existência das seitas satânicas, devemos partir, que desde sempre o homem se sentiu fascinado pelo misterioso, maravilhado pelo sobrenatural, inclinado à magia por meio da qual espera encontrar respostas a seus questionamentos ou a satisfação de suas carências.

Igualmente podemos apontar que, se as seitas satânicas existem, deve-se em grande parte ao mau uso que o homem tem feito de sua liberdade, a que tem encaminhado na busca de experiências mágicas que em curto prazo se transformam em experiências daninhas que o conduzem ao afastamento de Deus, dos homens, da Igreja e, conseqüentemente, da realidade.

Como estas e outras possíveis causas podem “somar e seguir”, entretanto optamos por nos referirmos também, não somente a aquelas causas de índole existencial individual, mas também a aquelas do âmbito social; para isso consideramos tratar de cinco fatores chaves para o surgimento e proliferação destes grupos.

Os fatores são o político, desemprego, violência urbana, marginalidade e desagregação familiar, esta escolha não deve conduzir nem reduzir nosso pensamento exclusivamente a esses fatores posto que sem dúvida existem muitos outros possíveis elementos ou fatores causadores de que estes grupos sejam uma realidade.

Perfil psicológico

O perfil psicológico dos membros de uma seita costuma ser geralmente os mesmos como são a total rebeldia, a morbidez e as experiências extremas. Um lar relativista e principalmente anti-religioso é o ‘caldo de cultivo’ para que os valores e a promoção pessoal vão decaindo, chegando inclusive a não ter importância nada mais que o viver o momento.

Isto tem conduzido à concepção de que tudo é relativo, que a vida é um passar com um sentido puramente transitório. O que antes era ‘as diversões de fim de semana’ passou a ser um sistema de vida onde se deve viver a maior quantidade de emoções no menor prazo possível, porque a vida pode se acabar em qualquer instante. Entretanto, esta é posição exterior, a que muitas vezes não responde à interior. Interiormente o indivíduo pede um respaldo, uma ajuda ou uma companhia, esteja presente um forte déficit emocional, o sem sentido da vida que os rodeia não é mais que o produto da ausência das pessoas que são parte importante de suas vidas daqueles que os protegem frente aos acontecimentos adversos.

Sua personalidade enormemente insegura os faz estar à espera de algo que os confirme, já não importa em quê, mas que o faça. Sentem que os calços normais já não são suficientes pelo que é necessário descobrir algum tipo de poder superior que consiga ‘despertar esta sociedade tonteada por si mesma e afogada em seu próprio ser’. É freqüente nestas pessoas a depressão, o consumo de álcool e drogas, elementos que levam a um estado de esquizofrenia ou paranóia. É necessário assinalar que o perigo destas patologias é tornarem-se evidentes somente em um estado avançado, pois sua detecção não é fácil à primeira vista. De igual modo os sintomas próprios delas podem passar despercebidos chegando a ser considerado, muito comum entre as pessoas, o sujeito como um indivíduo norma e em seus seguidores como um ‘iluminado’.

O que diz a Igreja

A resposta da Igreja Católica, em relação ao demônio, suas ações e suas manifestações tem sido através da história da humanidade muito enfática. Dentro da atitude da Igreja Católica frente ao satanismo se fazem necessárias e imprescindíveis o reconhecimento da existência do fenômeno. Não se pode continuar pensando que não se dá o fenômeno em nossas sociedades ou comunidades: existem grupos organizados, inclusive com estruturas de caráter internacional, ou grupos que têm influência deles.

Também tem que existir um conhecimento do fenômeno. Deve haver alguém que o estude e possa dar informações convenientes e sérias aos agentes pastorais, assim como aos membros das comunidades. Esses conhecimentos não podem ser uma simples informação, mas que deva concluir em uma tomada de posição desde a fé; isso levará em quem realiza a investigação, como em quem se serve dela, uma profissão de fé na ação pascal da Igreja.

Também se requerem duas coisas: a primeira é que a informação que se ofereça às pessoas vá também acompanhada da postura da Igreja e de ensinamentos doutrinais muitos claros e seguros; em segundo lugar, que quem faz a investigação tenha maturidade espiritual, humana e psíquica necessária, para evitar fracassos ou problemas subseqüentes.

Com uma consciência missionária e com sentido de compromisso evangelizador, a Igreja tem que ir ao encontro dos mais frágeis, para oferecer-lhes a fortaleza da graça de Deus e a claridade da luz de Cristo. Isto exige não somente acudir a eles, mas também acompanhá-los com sentido pastoral e de maneira contínua. Assim mesmo implicará, com sã imaginação pastoral, dar-lhes novos caminhos (os da palavra de Deus) e esperança de crescimento, convidando-os a que sua decisão seja também clara por parte deles e assim se arrisquem a seguir Jesus.

Uma das ações que a Igreja deverá fortalecer nos próximos tempos é a de aprofundar na catequese das crianças, adolescentes e jovens. Catequese contínua, catequese profunda: um convite a assumir a própria responsabilidade da fé. Catequese capilar para que penetre em todos e em todo o ser humano: que o faça vibrar com a palavra de Deus e o conduza a uma opção fundamental por Cristo. Uma pastoral juvenil adequada e que responda aos desafios do momento. Uma profunda ação evangelizadora que fará dos jovens melhores e mais seguros seguidores de Cristo, lhes permitirá conhecer os inimigos que têm a seu redor e tomar posturas frente a eles desde uma opção de fé. Deve-se anunciar a tempo, valendo-se de todos os meios de que dispomos.


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MONS. COSTA - APRESENTAÇÃO DO RITO DE EXORCISMO


Jesus Cristo veio para anunciar e inaugurar o Reino de Deus no mundo e nos homens. Os homens têm uma capacidade de acolher a Deus em seus corações (Rm 5,5). Esta capacidade de acolher a Deus está, entretanto, ofuscada pelo pecado; e às vezes no homem o mal ocupa o lugar onde Deus quer viver. Por isto Jesus Cristo veio libertar o ser humano do domínio do mal e do pecado, e assim também de todas as formas de domínio do maligno, isto é, do diabo e de seus espíritos malignos chamados demônios, que querem desviar o sentido da vida do homem. Por esta razão, Jesus Cristo expulsava os demônios e livrava os homens da possessão dos espíritos malignos, para abrir espaço no homem, de maneira que, este último, tenha a liberdade para Deus. Ele quer dar seu Espírito Santo ao homem que é chamado a converter-0se em templo (1Cor 6,19; 1Pe 2,5) para dirigir seus passos (Rm 8,1-17; 1Cor 12,1-11; Gl 5,16-26) para a paz e a salvação.
O ministério da Igreja
A Igreja está chamada a seguir a Jesus Cristo e recebeu o poder, da parte de Cristo, de continuar sua missão em seu nome. Assim a ação de Cristo para libertar o homem do mal será exercida através do serviço da Igreja e de seus ministros ordenados, delegados do Bispo para cumprir os sagrados ritos dirigidos a libertar os homens da possessão do maligno. O exorcismo é, pois, uma antiga e particular forma de oração que a Igreja utiliza contra o poder do diabo.
A obsessão e suas características
A Sagrada Escritura nos ensina que os espíritos malignos, inimigos de Deus e do homem, desenvolvem sua ação de diversas maneiras; entre elas está a obsessão diabólica chamada também possessão diabólica. Entretanto, a obsessão diabólica não é o modo mais freqüente como o espírito das trevas exerce sua influência.
A obsessão tem características de particulares e nela o demônio se apodera, de certo modo, das forças e das atividades físicas da pessoa que padece a possessão. Não pode, entretanto, apoderar-se da livre vontade do sujeito, e por isso o demônio não pode comprometer a vontade livre da pessoa possuída até o ponto de fazê-la pecar. Esta violência física que o diabo exerce no obsesso é uma incitação ao pecado, que é o que o diabo busca lograr. O ritual do exorcismo indica diversos critério e indícios que permitem chegar, com prudente certeza, à convicção de quando se tem diante de si uma possessão diabólica. Então o exorcista autorizado poderá realizar o solene rito do exorcismo. Entre estes critérios encontram-se: falar ou entender muitas palavras em línguas desconhecidas, evidenciar coisas distantes ou inclusive escondidas, demonstrar forças além da própria condição, e isto junto com a aversão veemente a Deus, à Virgem, aos Santos, à Cruz e às imagens santas.
Vale a pena destacar que para poder realizar o exorcismo é necessária autorização do Bispo diocesano, autorização que pode ser concedida para um caso específico ou também de modo geral e permanente ao Sacerdote que exerce na diocese o ministério de exorcista.
O Ritual do Exorcismo
O Ritual Romano continha, em um capítulo específico, as indicações e o texto litúrgico dos exorcismos. Este capítulo era o último e ficou sem revisão depois do Concílio Vaticano II, a redação final deste Rito dos Exorcismos exigiu muitos estudos, revisões, atualizações e modificações com várias consultas das Conferências Episcopais, depois de uma análise de parte de uma Assembléia Ordinária da Congregação para o Culto Divino. O trabalho exigiu 10 anos e deu como resultado o texto atual, aprovado pelo Sumo Pontífice, que está publicado e à disposição dos Pastores e dos fieis da Igreja. Ficará ainda pendente um trabalho que compete às respectivas Conferências Episcopais: e é o da tradução deste Ritual às línguas faladas nos respectivos territórios; estas traduções deverão ser exatas e fiéis ao original em latim e deverão ser postas, segundo a norma canônica, ao reconhecimento da Congregação para o Culto Divino.
O exorcismo
No ritual que hoje apresentamos encontra-se, antes de tudo, o rito do exorcismo propriamente dito, a ser exercitado sobre uma pessoa possessa. Seguem as orações a recitarem-se publicamente por um sacerdote, com a permissão do Bispo, quando se julga prudentemente que existe uma influência de Satanás sobre lugares, objetos ou pessoas, sem chegar ao estado de uma possessão própria e verdadeira. Há, além disso, uma coleção de orações para recitar de forma privada por parte dos fiéis, quando estes suspeitam com fundamento de estarem sujeitos ou sob influência diabólica.
O exorcismo tem como ponto de partida a fé da Igreja, segundo a qual existem Satanás e os outros espíritos malignos, e que sua atividade consiste em afastar os homens do caminho da salvação. A doutrina católica nos ensina que os demônios são anjo caído por causa do pecado, que são espíritos de grande inteligência e poder.
Influência através da mentira
Gostaria de destacar que a influência nefasta do demônio e de seus sequazes é habitualmente exercitada através do engano, o embuste, a mentira e a confusão. Como Jesus é a Verdade (Jo. 8,44), assim o diabo é o mentiroso por excelência. Desde sempre, desde o princípio, o engano tem sido sua estratégia preferida. Não há dúvida de que o diabo consiga enredar tantas pessoas nas redes de suas mentiras, pequenas ou clamorosas. Engana os homens fazendo-os crer que a felicidade se encontra no dinheiro, no poder e na concupiscência carnal. Engana os homens convencendo-os de que não têm necessidade de Deus e que são auto-suficientes, sem necessidade da graça e da salvação. Inclusive engana os homens diminuindo, e mais, fazendo desaparecer o sentido do pecado, substituindo a lei de Deus como critério de moralidade, pelos costumes ou as convenções da maioria. Persuade as crianças de que a mentira é um modo apropriado para resolver diversos problemas, e assim, pouco a pouco cria entre os homens uma atmosfera de desconfiança e de suspeita. Por detrás das mentiras e dos enganos, que trazem consigo a imagem do Grande Mentiroso, desenvolvem-se as incertezas, as dúvidas, um mundo onde não ha mais segurança nem Verdade e onde, ao contrário, reina o relativismo e a convicção de que a liberdade consiste no fazer o que quiser: assim não se entende mais que a verdadeira liberdade é a identificação com a vontade de Deus, fonte do bem e da única felicidade possível. Luta, Graça e Vitória A Igreja está segura da vitória final de Cristo e, portanto, não se deixa levar pelo medo ou pelo pessimismo, mas ao mesmo tempo é consciente da ação do maligno que busca nos desanimar e semear a confusão. “Tenham fé -diz o Senhor- Eu venci o mundo!” (Jo. 16,33). Nesse marco encontram seu lugar os exorcismos, expressão importante, embora não única, da luta contra o maligno.


MONS.COSTA - A Divina Comunhão





Quando com temor e tremendo por nossa falta de merecimentos, temos a permissão de receber os divinos e imaculados Mistérios de Cristo, nosso Rei e Senhor, é preciso mostrar ainda maiores atenção, rigor e guarda sobre nossos corações, para que o fogo divino, o corpo de nosso Senhor Jesus Cristo, possa consumir nossos pecados e manchas, grandes e pequenas. Pois quando este fogo entra em nós, imediatamente afasta os espíritos malignos de nosso coração, redime os pecados que havíamos cometido, deixando a inteligência livre de toda turbulência provocada pelos pensamentos perversos. E, se depois disto, permanecermos na entrada de nosso coração, mantendo rigorosa vigilância sobre a inteligência, quando nos for permitido recebermos mais uma vez estes Mistérios, o Corpo Divino irá iluminar nossa inteligência ainda mais e fazê-la brilhar como uma estrela.


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